23 November 2009

E antes de dormir...



Sabe quando se fica muito tempo sem comer e o estômago começa a doer, como se uma mão passasse dentro dele, causando uma agonia e finalmente o tendo tocado inteiro se fechasse com força, constatando o vazio. É assim que me sinto... Com um vão doído no estômago, que nem todo alimento do mundo seria capaz de suprir.

É tão real que me deixa dopada e inquieta ao mesmo tempo. Minha esperança instantânea há de findar totalmente depois disso, a fome informa ao desejo que sua fraqueza só aumentará com agitações desnecessárias. Os sentidos lecionam o tempo todo, mas a inconsciência insiste, quando se junta ao coração dizem não precisar ajuda de mais nada para seguir em frente, são como adolescentes inconseqüentes.

Adormeço em dois segundos e torno real o sonho que me envolve, quando desperto não há fumaça ou faísca de fogo alguma, só cinzas.

O objeto foi violado, seu rótulo rasgado, e as instruções de uso queimadas. Corri tudo o que pude, abri e passei por duas portas, fechando-as em seguida, mas os tiros me atingiram antes mesmo que pudesse pensar em fazê-los.

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