
Estive numa noite de domingo num transcendental universo paralelo, cercado de natureza até a alma, o céu estava perfeito, o cheiro da noite estava perfeito, as árvores balançando com o vento e o clima suave estava especialmente fascinante. Bebi até cansar (e ficar muito tonta), fumei até enjoar do meus cigarros favoritos, à beira daquela fogueira, ouvindo pessoas tão diferentes de mim cantando as músicas que mais me dizem sobre tudo que não consigo expressar, voltei à matrix. - Sim, pois ser diferente, enxergar além do que se vê (antipoéticamente falando) e estar desconectado é deveras solitário e tedioso, principalmente se não há absolutamente ninguém na mesma frequência por perto. Como eles conseguem? - Não sei.
É aquela coisa ''os iguais nunca estão por perto", por que acham que acontecem revoluções? - Porque nos encontramos, ora bolas. Não que me ache a revolucionária, não. Pra ser sincera tenho até muita preguiça para tal, toma tempo, dedicação e não acho que valha a pena, não pela massa da vez. Talvez jamais tenha valido a pena nenhuma delas.
Mas então... estava nesse lugar em total comunhão com o cosmos, o prazer da não mente, só o som do fogo a minha frente, meu ouvidos se tapavam sozinhos por longos períodos ignorando totalmente o resto das pessoas, olhava o céu, as estrelas e isso me parecia a paz entrando pelos poros (além da fumaça e a piteira de todas as drogas do mundo em formas portáteis nas mãos, mas não vamos destruir a magia do momento), só conseguia sorrir pro nada e pensar nas pessoas que queria por perto. A parte tenebrosa na história bonita era que em meio as que pensava e queria por perto surgiam também as que não quero, definitivamente nem no meu enterro e estava (desde sei lá quando) com Invited da Alanis na cabeça tocando sem parar, acontece as vezes, a música vem e gruda na cabeça... Entenda, esse texto não tem nenhum fundo de superação da vida, nem um fim romântico, muito menos trágico, nem nada. Foi só pra eu tirar esse pensamento da cabeça também, mesmo depois de uma semana se faz presente. Então... ficamos nesse clima até amanhecer, duas horas antes estava ''retomando a hipocrisia'' sem fumar ou beber (nem mesmo me enfiei com ninguém em um dos quartos ou passei o resto da madrugada vomitando as tripas por ter bebido demais). Vi o sol ''nascer'', cigarrets em punho, claro! Um cenário realmente incrível, os pássaros brincando na grama verde, o calor começando a encher o saco. Foi bem romântico, sabe? (-Q) Mas ainda me sinto vazia. E aí que minha visão do paraíso é fortemente fodida. Não sei quando fizeram essa lavagem cerebral que me faz sentir assim o tempo inteiro, havendo alguém por perto ou não. Sou invisível.
2 comments:
viajem não é com G, viaGem? sim, é.
3ª pess. plu. pres. conj. de viajar
3ª pess. plu. imp. de viajar
viajar - Conjugar
(viage[m] + -ar)
v. intr.
1. Fazer viagens; andar em viagens.
v. tr.
2. Percorrer em viagem.
viajar terras: andar por muitas terras.
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viagem | s. f.
viagem
(provençal viatge, do latim viaticum, -i, provisões ou dinheiro para a viagem)
s. f.
1. O acto!ato de transportar-se de um ponto a outro distante.
2. Mar. Navegação, travessia.
3. Percurso efectuado!efetuado.
4. Relação escrita dos acontecimentos ocorridos numa viagem e das impressões que ela causou.
Indentifique-se na próxima que perder o teu tempo pra me corrigir!
Faz as coisas mais suaves! ^^
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