22 September 2009

Das noites insolúveis


Há diabinhos sapateando em minha cabeça. Dói e tilinta, não me deixa pensar numa solução pra esse roseiral de confusões que está meu corpo.
Se tenho insônia, ficam piscando imagens rapidíssimas em neon na minha mente. Se durmo tenho pesadelos e sonhos indecifráveis... Cobras, escadas, árvores, sexo, mar, ilusões em forma de gente.
Meu rosto sempre é turvo-sombrio, visto quase sempre branco ou preto e assim são as cenas.
Claro e pulsante também é o vazio, não há nada que preencha.
Olhos de ressaca, fumaça de cigarros, garganta seca e um amor morto me pousa nos ouvidos, só pra me afrontar, enfurecer.
O que faço com as lembranças que sangram, aparo ou deixo escorrer?

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