24 September 2009

"Cada qual com seu cada um."


Dependência escrota essa de ser notada, lembrada, talvez mencionada, mas já isso preocupa, vai saber como o fazem...
Fico ali na dúvida entre ser notada - bem- ou não, passar despercebida.
Que tipo de imagem será que passo com minha tendência seca-sarcástica-debochada-rude, vezes piegas demais, outras desligada demais. E meus versos que após um tempo se ré-lidos parecem gritar, inquietos, pré-fugitivos.
Aonde vou com tanta urgência, ardência, sempre a beira dos limites, do desespero, da loucura, da tristeza, da indecência. Uma pseudo veia artística fosca para a maioria. Gosto duvidoso, além da conta, meio puritano, meio escraxado.
Minha expressão hora nua, hora sombria em alguns momentos tomada a desgosto, lida como vulgar, subliminar, depreciativa, subentendida.
Vou colhendo essas impressões que no fim, nem fedem, nem cheiram. Se agradam é bom, mas nada que me infle o ego. Se não agradam que se dane, deixam doída uns dias, mas passa. E o que fica é o que faço, escrevo, fotografo. Bem ou mal é o que é.
E não muda uma vez exposto se torna eterno. Toda forma de arte deixa marcas que preferências não podem apagar. Se não for pessoal, íntimo, não exprime nada além de um amontoado de insignificancia.

B.)

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