12 September 2010

Julho - 2010

O balanço do vento de inverno lá fora, dá a melodia que minhas lágrimas suicidas dançam rumo ao chão.
É Julho, o frio faz meus ossos trincarem de dor. Busco aconchego no silêncio, mas meus pensamentos perturbados só me revelam o que me faz doer por dentro, mais que o próprio frio, mais que qualquer outra dor física que já tenha sentido antes.
São 3:33 da manhã.
Os pesadelos não cessam quando finalmente consigo dormir. A maior ocupação de uma pobre como eu é imaginar que um milagre mude tudo. O refúgio dos tolos é sonhar.
Pergunto as estrelas que missão teria, se mal aprendo com minhas quedas, se mal ajudo quem me procura, se o suor que já derramei nunca fora suficiente pra nada.

Seria minha missão ver o governo apodrecer, os jovens não amadurecerem, minha origem sucumbir a própria ignorância?
Seria contribuir para a extinção da nossa espécie, morrer escrevendo aqui, murchar até desaparecer imaginando um milagre de amor?

1 comment:

Prisco said...

É a inércia da incapacidade que nos acomoda!

=/