21 January 2010

Devaneios e amor.



Se me dessem os deuses permissão, eu te sorveria do coração a alma... Lentamente, doentemente, saboreando cada molécula e não me daria por satisfeita! Não antes de cada pedaço dessa conquista com meus lábios, examinasse cada célula do teu corpo - gentil palácio, com a ponta da minha língua - sensor particular.
Não me confortaria antes dos meus dedos tateassem cada pelo e falta deles deste altar onde os anjos rezam.
Não quietaria antes de imprimir toda tua derme em meu corpo, marcado pela vida ou mesmo que
meus olhos passeassem por todos os vastos campos de canela onde habita essa alma - futuro alimento.
Devanearia milhões de noites de todos as vidas que tivesse, imaginando a forma mais delicada de tatuá-lo em mim. Agonizaria sonhando com o felícito dia, hora e minuto em que respiraria teu mesmo ar, sufocantemente perto.
Ecstasearei no momento que meu olhar fitar teus olhos e mais nada importará, pois estarei abençoada com tamanho presente.