
O mundo acordou de cabeça para baixo hoje, ou fui eu que dormi mesmo com os pés na cabeceira da cama e a cabeça para os pés desta. Uma inquietação no peito apertou e não sai mais, é um nó cego com uma charada como cadeado.
Não durmo a dias, não dignamente, não com direito a sonhos bons, não com despertar esperançoso e descansado. É o vazio da solidão, mulher!
Quando comprimento um conhecido querido com abraço, apertam o botão do slowmotion, fecho os olhos na certa, caçando eternizar o momento no meu colo, no laço dos braços em volta dele, no calor do meu corpo. Em câmera lenta, sinto e boom: acaba a ternura. Me sinto uma vampira querendo sugar o carinho das pessoas para dentro da minha alma para sempre.
Chega dar uma dorzinha no peito. É: 'tchau, até mais ver! E tudo vai voltando.
Vou diminuindo, diminuindo até apagar, como uma vela tocada pelo vento em sua chama. Sigo andando, cabeça meio baixa, atenção nos passos a dez centímetros do chão, acendo um cigarro, uma lágrima escorre ligeira, posto um falso sorriso na cara de nada e desapareço no horizonte deles.
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Vanguart - Semáforo
http://www.youtube.com/watch?v=F_Oaaqd4DjQ
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