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Tentei catar um verso no vento, mas
sequer uma folha grudou em minha rede
Minhas borboletas pousaram tranquilas no estômago
E tenho na garganta arranhando não-sei-o-quê.
Tão pouco nesse mundo tem me tocado
O veneno e elixir que me corrompem são os mesmos
Que faço com os rumos que perdi?
Os desenganos, as juras de amor...
A mentira mais dita tem sabor doce aos ouvidos dos iludidos.
Sou aprendiz do desprendimento
Frieza sempre foi minha matriz.
Blue.
1 comment:
Te ler é sempre uma delícia.
Mesmo não comentando, tô aqui sempre.
O mundo na visão de um solitário, muitas vezes é cinza. Mas já dizia Mombojó: " ... A cor deforma."
Beijos.
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