
Tenho aqui dentro tanto sentimentos e vontades enclausurados.
Sinto isso toda vez que paro em silêncio, ouço e sinto as batidas desarmônicas do meu peito.
Sempre fui e sou emergente de pele, preciso de toque para viver, e me sinto quase sempre como uma lãmpada prestes a apagar, fraca. Pois que tenho tão pouco contato físico com quem convivo, o toque no meu cotidiano é um acidente, quase um erro, uma ofença, um atentado uma ameaça.
Como se automaticamente eu transmitisse a morte.
Quando acontece, além do susto a feição estranhada, transpassando pelo olhar: "porque você fez isso?"... De todas as partes envolvidas.
Minha urgência é penosa. Fico imaginando, sonhando ou relembrando, o que é para mim o mais bonito dos gestos, óbvio que quando há intenção, o abraço. Mas não na banalidade do cumprimento: "Oi, prazer, como vai?"
O abraço é troca de energias. Efusividade me espanta muito.
Vejo que ao mesmo tempo que nos dias de hoje ser assim, sempre beijos e abraços pra todo lado, como uma simpatia dérmica imprecisa e dispensável a depender do momento, pois tocar nunca fou sinônimo de de gentileza, cordialidade ou mesmo de afeto.
Vejo pessoas, amigos, namorados e parentes que não conhecem a ação benafazeja do toque, do abraço, do beijo, da mão de apoio.
Arregalo muito os olhos vendo, ou melhor, não vendo essas coisas acontecerem.
As pessoas tem medo de encostarem uma nas outras, tem medo de serem mal interpretadas de parecerem abusadas, medo de ter a intenção de mostrar com ações seus sentimentos, seu carinho aos seus entes.
Que mundo mecânico é esse que estamos, digital... ?
De que vale, na vida que se leva hoje, os emoticons se não tem intenções, abraços e beijos virtuais se são "da tela pra fora", se não forem o desejo de fazê-los de fato.
Devo dizer que quanto mais digitalizam tudo, quanto mais convivo com gente efusiva e gente que tem medo de ser expressar fisicamente, afetuosamente falando, mais sou intensa, pele carne, toque.
Sempre desejando um abraço com vontade, apertado.
Sinto isso toda vez que paro em silêncio, ouço e sinto as batidas desarmônicas do meu peito.
Sempre fui e sou emergente de pele, preciso de toque para viver, e me sinto quase sempre como uma lãmpada prestes a apagar, fraca. Pois que tenho tão pouco contato físico com quem convivo, o toque no meu cotidiano é um acidente, quase um erro, uma ofença, um atentado uma ameaça.
Como se automaticamente eu transmitisse a morte.
Quando acontece, além do susto a feição estranhada, transpassando pelo olhar: "porque você fez isso?"... De todas as partes envolvidas.
Minha urgência é penosa. Fico imaginando, sonhando ou relembrando, o que é para mim o mais bonito dos gestos, óbvio que quando há intenção, o abraço. Mas não na banalidade do cumprimento: "Oi, prazer, como vai?"
O abraço é troca de energias. Efusividade me espanta muito.
Vejo que ao mesmo tempo que nos dias de hoje ser assim, sempre beijos e abraços pra todo lado, como uma simpatia dérmica imprecisa e dispensável a depender do momento, pois tocar nunca fou sinônimo de de gentileza, cordialidade ou mesmo de afeto.
Vejo pessoas, amigos, namorados e parentes que não conhecem a ação benafazeja do toque, do abraço, do beijo, da mão de apoio.
Arregalo muito os olhos vendo, ou melhor, não vendo essas coisas acontecerem.
As pessoas tem medo de encostarem uma nas outras, tem medo de serem mal interpretadas de parecerem abusadas, medo de ter a intenção de mostrar com ações seus sentimentos, seu carinho aos seus entes.
Que mundo mecânico é esse que estamos, digital... ?
De que vale, na vida que se leva hoje, os emoticons se não tem intenções, abraços e beijos virtuais se são "da tela pra fora", se não forem o desejo de fazê-los de fato.
Devo dizer que quanto mais digitalizam tudo, quanto mais convivo com gente efusiva e gente que tem medo de ser expressar fisicamente, afetuosamente falando, mais sou intensa, pele carne, toque.
Sempre desejando um abraço com vontade, apertado.
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1 comment:
Sei bem como é...
Queria te dar um abraço.
:/
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