
Era uma vez uma moça
Que não tinha nada.
Nada conquistára.
Só tinha os vinte anos...
Duas décadas de passagem,
Duas décadas olhando as coisas pela janela.
Ou procurando inspiração na insônia,
Ou relembrando com músicas
um passado, que sequer lembra se foi feliz.
Nada conquistára, essa moça!
Já que nada ficou, nada permaneceu.
Tantas chuvas de verão,
Tantas folhas aos ventos do outono.
Sentada num banco de praça,
Sozinha na noite, chora forte...
-Por não ter mais forças.
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Enfim, inspiração!
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